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CHEFE

O sociopata corporativo (vulgo “filho da puta”)
Você já deve ter ouvido falar dele, se bobear, já teve o azar de conviver com um. Eles são vulgarmente conhecidos como “filhos da puta”, por fazerem todo o tipo de maldade possível e imaginável. Eles mentem, enganam, dissimulam, passam por cima de valores que para você são “cláusulas pétreas” (inalteráveis), como se fosse algo banal. Eles te espezinham, te maltratam, te humilham e não se abalam. Os sociopatas estão soltos no trânsito, nas ruas, podem esbarrar em você e não pedir desculpas. Ele pode ser seu vizinho, pode ser sua filha, pode ser seu colega de trabalho, ou pior, pode ser o seu chefe. Eu vou falar de uma sub-espécie em particular, o sociopata corporativo. Ele é um sociopata completo, mas é no trabalho, onde passa a maior parte do tempo, que pratica suas maiores maldades. Para melhor exemplificar o que vem a ser sociopatia, encontrei uma definição numa busca rápida ao google*: “o Transtorno de Personalidade Anti-Social, vulgarmente chamado Sociopatia, é um transtorno de personalidade, caracterizado pelo comportamento impulsivo do indivíduo afetado, desprezo por normas sociais, e indiferença aos direitos e sentimentos dos outros. A psicopatia, bastante próxima do transtorno de personalidade anti-social, em geral, é mais severa que este. Na Classificação Internacional de Doenças, este transtorno é chamado de Transtorno de Personalidade Dissocial. Indivíduos com este diagnóstico são usualmente chamados de sociopatas”. Não tenho muito tempo de vida, muito menos de vida corporativa, mas consegui identificar algumas características dos sociopatas corporativos. A primeira característica deles é o de gostar do “poder”. Eles adoram o poder. Fazem qualquer coisa para mandar no maior número de pessoas possível. O mais impressionante é que eles conseguem! Não me pergunte como. Talvez se utilizem da incrível capacidade de enganar as pessoas para alcançarem seus objetivos. Talvez, eles escondam suas presas, seu caninos, para só mostrarem na hora certa. Verifiquei também que eles (os filhos da puta, ops, os sociopatas), adoram se fazer de vítimas. Alegam, para isso, que sofrem, que tiveram traumas irreversíveis, diversos tipos de problemas que os fizeram ser assim: problemas na infância, problemas financeiros, problemas com o marido, problemas sexuais. Eles sempre se vêem como vítimas, quando na verdade eles são os algozes. Os sociopatas corporativos fazem da vida dos demais colegas um inferno. E se você ousar dizer a alguém que ele é o que é, meu amigo, se prepare, a próxima vítima será você! Em princípio ele vai se utilizar do papel de vítima e rcorrerá a todos os meios disponíveis para fazer todos acharem que você é quem é o vilão da história. Vai inventar absurdos, que você já tinha o ameaçado, que tinha dito que iria falar mal dele. Que estava tudo planejado. Depois disso, se prepare, ele vai te atacar, todos os dias, quando não estiver ninguém por perto, vai falar absurdos para você, vai puxar seu tapete, vai fazer com que você não sinta vontade de ir trabalhar. Você já não usa mais a tática de contar às pessoas, porque elas não acreditam mais em você. Nesse momento, você passa a guardar tudo para si. Até que um belo dia, cansado, exausto, você explode. Você o manda para aquele lugar (aquele, você sabe qual, também conhecido como oríficio anal). Pronto, ele tem o que precisava. Você passou a ser o sociopata, não mais ele. O sociopata corporativo tem, pelo menos três dessas características. Quanto mais você idendificar abaixo, pior para você! 1. Fracasso em conformar-se às normas sociais com relação a comportamentos legais, indicado pela execução repetida de atos que constituem motivo de detenção; 2. Tendência para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer; 3. Impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro; 4. Irritabilidade e agressividade, indicadas por repetidas lutas corporais ou agressões físicas; (eu acrescentaria agressões verbais) 5. Desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia; 6. Irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou honrar obrigações financeiras; 7. Ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa* Espero que você nunca encontre um pela sua frente, mas se encontrar, cuidado! Sorria para ele e se afaste o mais rápido possível, antes que você também se torne um.
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